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Prefeitura de Bom Jesus das Selvas planeja torrar R$ 2,2 milhões com limpa fossas e combate a pragas

Sob a gestão do prefeito Franklim Willame Rodrigues Araújo Duarte, a Prefeitura de Bom Jesus das Selvas planeja gastar até R$ 2.251.058,00 por meio do Processo Administrativo nº 010/2026, sob a modalidade de registro de preços, para a contratação de serviços de saneamento e controle de pragas. O expressivo montante orçado para a vigência do contrato sob a atual liderança acende um sinal de alerta e coloca sob forte suspeita a real necessidade e a viabilidade prática de execução dessas atividades no cotidiano das repartições públicas do município.   

O maior gargalo financeiro do projeto estruturado pela administração de Franklim Willame Rodrigues Araújo Duarte está concentrado no serviço de esgotamento de fossas sépticas por sucção mecanizada, que recebeu uma estimativa de R$ 978.300,00. A prefeitura projeta retirar um volume de 5.000 metros cúbicos de resíduos ao longo do período de vigência do contrato. Na prática, essa quantidade equivale a cerca de 5 milhões de litros de esgoto, o que demandaria centenas de viagens de caminhões limpa-fossa de grande porte. Diante da infraestrutura física limitada das secretarias e escolas de um município do porte de Bom Jesus das Selvas, a definição de metas tão elevadas na atual gestão coloca em xeque se essa demanda de fato existe ou se o contrato está superestimado no papel, criando um cenário propício para o pagamento de serviços de difícil comprovação prática posterior.   

Outro ponto que gera profundas dúvidas sobre a gestão municipal é o serviço de dedetização e controle de pragas urbanas, que, somado à higienização de ambientes, alcança o valor de R$ 724.800,00. O planejamento autorizado pelo governo de Franklim Willame Rodrigues Araújo Duarte prevê a aplicação de defensivos químicos e desinfetantes em uma extensão de 80.000 metros quadrados para cada uma das atividades. Uma metragem tão vasta levanta questionamentos sobre a capacidade da administração municipal de fiscalizar a execução real de cada aplicação. Sem um controle rigoroso de cada galão de veneno utilizado e de cada sala efetivamente tratada, o serviço de dedetização corre o sério risco de se tornar meramente burocrático, onde a prefeitura atesta e paga por medições gigantescas que a realidade física das repartições sequer comporta.  

Com um orçamento global que ultrapassa a marca dos R$ 2,2 milhões sob a gestão do prefeito Franklim Willame Rodrigues Araújo Duarte, a iminente execução desses serviços exige uma postura de extrema vigilância. A discrepância entre os números apresentados no edital e a demanda cotidiana do município joga dúvidas sobre a transparência do processo, desafiando a prefeitura a provar, futuramente, a efetiva realização de cada esvaziamento de fossa e de cada metro quadrado dedetizado. A sociedade civil e os órgãos de fiscalização deverão acompanhar de perto os empenhos e pagamentos para garantir que o dinheiro público não seja escoado em contratos que existem muito mais no papel do que nas ruas.  

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